quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Top 10 - Achados Musicais

Segue uma lista bem atraente para amantes de música boa, selecionei o que ando ouvindo ultimamente e que infelizmente não é tão conhecido. Vai desde o rock/blues, a beleza da tradicional música iraniana e, claro, não podia deixar de lado os nossos artistas nacionais. 

"A música é o barulho que pensa." - Victor Hugo

10- Tedeschi Trucks Band - EUA
Tedeschi Trucks é uma banda de blues rock da Florida, formada em 2010, liderada pelo casal Derek Trucks e Susan Tedeschi. Depois do sucesso do álbum Revelator (2011), o terceiro álbum "Make up Mind" (2013) traz uma sonoridade variada e brilhante, nos presenteia com a leveza do soul a distorções pesadas, de baladas ao Southern Rock, o vocal de Susan é incrível e imprime uma identidade única. A banda é sensacional e não se limita, apresenta diversas facetas, mas sem nunca deixar a qualidade cair. Ouça "Make up Mind".

09- London Grammar - UK
London Grammar é um trio de trip hop britânico formado por Hannah Reid, Dan Rothman e Dot Major. O álbum de estreia "If You Wait" foi lançado em 2013. A característica que mais chama a atenção é o vocal de Hannah, super afinado, vibrante e diferenciado. Claro que a junção de batidas eletrônicas com sons orgânicos é o que faz essa ser uma das bandas mais interessantes da atualidade. Ela não é pop, conversa um pouco com o estilo da Lorde, com toda a aura indie, mas pende para algo mais sofisticado e minimalista. A surpresa vem a cada canção com um instrumental impecável e um vocal seguro. Destaque para "Nightcall", uma regravação de Kavinsky, e "Strong".

08- Blues Pills - Suécia
Blues Pills surgiu em 2011, o quarteto americano-francês-sueco tem sido cada vez mais evidenciado por resgatar o melhor do rock'n roll. Soa antigo, mas a verdade é que é um grande respiro para quem quer ouvir um som potente e de qualidade. São solos arrebatadores do guitarrista Dorian Sorriaux, juntamente com o vocal destruidor da bela Elin Larsson. Blues Pills é uma banda jovem com uma pegada setentista maravilhosa. O EP (2012) foi o responsável pelo sucesso e em 2014 foi lançado o álbum de estreia autointitulado.

07- Black Joe Lewis - EUA
Black Joe Lewis é um cantor de blues, funk e soul, influenciado por Howlin 'Wolf e James Brown. "Electric Slave" (2013) é o seu mais recente trabalho no qual pende mais para o rock, riffs distorcidos, um vocal cheio de artifícios que dá uma vivacidade poderosa ao álbum, e para os ouvidos mais atentos percebe-se o soul e o funk também. São músicas marcantes, um trabalho primoroso e sem dúvidas original. Vale muito a pena conhecer Black Joe lewis.

06- Ali Zand Vakili - Irã
Ali Zand Vakili é um cantor iraniano cujas canções são muito emocionais, despertam e resgatam em nós sentimentos profundos, é um universo diferente, uma cultura musical rica, mas infelizmente não encontrei informações sobre o artista, vale dar uma pesquisada no youtube e se enveredar por essa maravilhosa sonoridade. Deixo o link da canção "Golnar".

05- Tara Tiba - Irã


Tara Tiba é uma cantora iraniana que mescla música tradicional persa com o jazz. Dona de uma voz única e apaixonante as canções são emocionais e particulares. O interessante de se enveredar por estilos musicais de outra cultura é ampliar os horizontes e entender a música que representa o país. Certamente Tara Tiba para quem é curioso musicalmente é uma ótima dica. Também não consegui muitas informações sobre ela. Mas no youtube tem ótimas amostras de seu talento. 

04- Simone Mazzer - Brasil


Simone Mazzer é uma sublime artista nacional, recentemente lançou seu primeiro álbum solo, "Férias em Videotape", do qual imprime uma força impressionante. Sua maneira de interpretar garante uma experiência única, no disco há regravações como "Camisa Listrada",  de Assis Valente, "Parece que Bebe", de Itamar Assumpção, "Hyper-Ballad", de Björk e "Back to Black" de Amy Winehouse, sem deixar de comentar o duo com Elza Soares em "Essa Mulher", entre outros. É um álbum magnífico de uma cantora de personalidade. Um dos melhores achados. Confira o álbum completo.

03- Rafael Castro - Brasil
Rafael Castro é um compositor e multi-instrumentista paulista, suas influências passeiam pelos ares setentistas e oitentistas, letras divertidas e sonoridade forte que por vezes remete ao brega. "Um Chopp e um Sundae" (2015) é seu nono disco, todos produzidos e distribuídos por ele. Inquieto e excêntrico ele propõe o diferente, mescla, transforma e imprime seu estilo. Experimente "Um Chopp e um Sundae".

02- Felipe Cordeiro - Brasil
O paraense Felipe Cordeiro mistura brega, merengue, carimbó, reggae, surf music, lambada e guitarrada com a estética vanguarda paulistana. É filho de Manoel Cordeiro, um dos mais importantes produtores do Pará, que assinou a produção de grandes nomes da música. Seu estilo é definido como "Kitsch Pop Cult", que dá título ao seu segundo álbum. "Se Apaixone pela Loucura do seu Amor" (2013) é seu terceiro álbum. É uma mistura bem brasileira e que com certeza merece destaque.

01- Letuce - Brasil
Letuce é um duo brasileiro de MPB, formado em 2007 no Rio de Janeiro por Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos. Seu som, próximo à MPB, mistura elementos da lounge music e do pop. "Estilhaça" (2015) é o terceiro álbum do casal, que se separou em 2013, mas continuou como banda. É um som diferente e difícil de classificar, a bela voz de Letícia contribui para toda essa aura sinestésica. Vale a pena ouvir!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Uma Nova Amiga (Une Nouvelle Amie)

"Uma Nova Amiga" (2014) baseado em um conto de Ruth Rendel e dirigido por François Ozon (Jovem e Bela - 2013), é um drama psicológico que traz um tema tabu e nos faz confrontar valores morais.
Claire (Anaïs Demoustier) e Laura (Isild Le Besco) são melhores amigas, desde que se encontraram no colégio nunca mais se separaram, passaram por todas as fases e descobertas juntas, até que Laura morre após dar à luz. Claire devastada promete cuidar de sua filha e do marido David (Romain Duris). Um dia, Claire vai até a casa do viúvo e o que vê a choca; David está vestido de mulher segurando a bebê no colo. Ele muito calmo pede que ela o escute, prontamente se troca e começa a contar seu segredo. A verdade é que David sempre gostou de se vestir de mulher, e segundo ele a esposa sabia disso, mas o casamento e a sociedade acabou aprisionando esse seu lado, depois da morte de Laura a necessidade surgiu novamente ajudando-o a superar o luto e a cuidar de sua filha. Claire no começo acha estranho e até o chama de pervertido, mas com a convivência seus sentimentos vão mudando, o que de início supria a carência da amiga termina por se transformar em paixão. 
O longa de Ozon surpreende por sua capacidade de nos tirar da zona de conforto e pensar na situação de David, por muitas vezes ele é questionado se é gay, travesti, doido ou doente, a mania de querer respostas para tudo e encaixar as pessoas num padrão é bem explicitada. Ele é o personagem mais terno e real, todos os outros, assim como Claire se escondem, são retraídos. Quando David decide de fato assumir sua identidade feminina é como se um respiro de alívio acontecesse, as cenas são delicadas e recheadas de um humor sutil, mas sem nunca perder a dramaticidade.
As atuações são excepcionais, Anaïs Demoustier é sóbria e se desperta para a vida com a ajuda de Virginia, que aliás Romain Duris faz perfeitamente, uma interpretação coroada de expressividade. Claire, que sempre sentiu-se em segundo plano agora compartilha do segredo de David e experimenta a vida.
"Uma Nova Amiga" passeia por vários gêneros, mas pontua bem o drama do personagem que se descobre aos poucos, e o seu medo de lidar com desejos que fogem das convenções sociais. Dessa forma o filme desconcerta e abre horizontes, mas decididamente é lindo ao mostrar a autodescoberta e todas as emoções e incertezas que a acompanham.

Vale ressaltar o início do filme com o belo ritual de vestir Laura para o enterro, há poesia nas cenas, e quando David se veste de mulher, se maquia e reclama do quão difícil é ficar bonita também é marcante. O filme todo propõe ao espectador fazer reavaliações, pois somos condicionados a julgar o que nos é estranho, nos pegamos várias vezes abismados, mas ao mesmo tempo reflexivos com as situações. 
Claire tem em Virginia inicialmente uma nova amiga, a ausência de Laura de certa forma é preenchida, mas no decorrer a confusão de sentimentos a toma, a feminilidade de David a encanta, então começa a ter desejos, a imaginar. Neste contexto todo percebemos a complexidade da natureza humana.

"Uma Nova Amiga" é um longa elegante, possui closes lindíssimos, roteiro ousado e interessante, e os elementos utilizados nos leva a reflexão ao retratar desejos contraditórios, hipocrisias sociais, sexualidade e, sobretudo, a autodescoberta.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Cinco Graças (Mustang)

"Cinco Graças" (2015) é uma produção francesa, porém a direção é da turca Deniz Gamze Ergüven, que toca de maneira sensível em um assunto muito importante, o empoderamento da mulher na sociedade turca contemporânea. 
No início do verão em um vilarejo turco, Lale e suas 4 irmãs brincam de forma debochada com os meninos, o que acarreta em um escândalo de consequências muito fortes: a casa delas se torna praticamente uma prisão, elas aprendem a limpar ao invés de ir para a escola e seus casamentos começam a ser arranjados. As cinco não deixam de desejar a liberdade, e tentam resistir aos limites que lhes são impostos.
O título original "Mustang" representa muito bem a personalidade indomável destas garotas, elas não são submissas, questionam e lutam para conseguir liberdade. "Cinco Graças" por vezes remete a "Virgens Suicidas" (1999), de Sofia Coppola, o fanatismo religioso, a opressão contra as adolescentes e a revolta gerada, mas a obra de Deniz vai mais além e tem marca própria, denuncia preceitos rigorosos designados como parte de uma cultura para oprimir as mulheres.
As meninas tem vida, são adolescentes, querem conhecer o mundo a sua volta, conviver com os amigos e todas estão em fase de transformação, questões sexuais as rondam a todo o instante. Sonay (İlayda Akdoğan) é a primeira a se envolver com um garoto e nada é capaz de prendê-la em casa, quando decidem casá-la assume que é apaixonada e só se casará com quem ama, Selma (Tuğba Sunguroğlu) acaba ficando com o encargo, se casa forçada, além de ter que ficar provando sua virgindade a todo momento, Ece (Elit İşcan) revolta-se e se torna cínica e incapaz de continuar a viver dessa forma, seu desfecho provoca sentimentos estranhos, pois ninguém exibe culpa ou remorso pelo que fez a ela. Nur (Doğa Doğuşlu) está prestes a se casar com o marido que escolheram para ela, mas Lale (Güneş Şensoy), a menorzinha e mais forte pretende fugir daquela casa junto dela. Ao longo do filme vai elaborando ideias para isso acontecer. Ela é enérgica, esperta e tem muita consciência da sua liberdade de escolha, e é pelo seu ponto de vista que acompanhamos a história.
"Cinco Graças" é cruel, mexe bastante conosco, não é agradável assistir a repressão da qual elas sofrem, mas a delicadeza e a beleza está presente na mesma proporção, assim como a força e a possibilidade de mudança, porque esses costumes estão cada vez mais sendo questionados, as novas gerações estão tomando consciência e lutando pelos seus direitos, a sociedade turca é um misto de culturas e religiões, por conta disso é considerada até tolerante, mas muitas coisas ainda persistem. Várias passagens podem ser transportadas para nosso país, religiões que restringem a liberdade da mulher, ideias incrustadas na sociedade que ajudam a solidificar conceitos, etc.
O filme propõe a reavaliação de costumes, a exercer o direito de escolha, a liberdade de ser, querer, e viver. É um tema super importante e carrega um final lindo e esperançoso.

A história tem muita naturalidade e as meninas cada uma a sua maneira demonstra anseios, alegrias e revoltas. A diretora acertou em cheio no roteiro e a trilha sonora complementa a aura do filme.
"Cinco Graças" é triste e doloroso, porém não deixa de ser belo e delicado, mas principalmente se sobressai pela força contestadora e pela sua linda ode à liberdade.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Tangerina (Tangerine)

"Tangerina" (2015) dirigido por Sean Baker (Uma Estranha Amizade - 2012) é cinema independente e completamente despretensioso, coloca em pauta um universo pouco retratado, o cotidiano de duas travestis que se prostituem e cuja amizade se fortalece a cada situação apresentada.
Utilizando poucos recursos e um roteiro simples, Sean Baker expõe o underground, protagonistas que quase nunca o cinema explora. "Tangerina" vem sendo muito comentado por ter sido filmado apenas com três IPhones, o que deu um aspecto descompromissado e real à história. É bem realizado, traz enquadramentos interessantes e que nada devem as produções que utilizam grandes equipamentos. 
O filme é uma espécie de road movie pelos becos de Los Angeles, após Sin-Dee Rella (Kiki Kitana Rodriguez) sair da prisão temporária e Alexandra (Mya Taylor) lhe contar que seu namorado Chester (James Ransone) a traiu com uma branquela com uma "racha de verdade", ela decide encontrá-lo e se vingar. Alexandra a segue nesta jornada pelas calçadas, metrôs e táxis. Também acompanhamos Razmik (Karren Karagulian), um taxista que apesar de ter família e filhos sai a procura de travestis para se satisfazer, por conta dele observamos no decorrer vários tipos de pessoas que frequentam o seu táxi, desde bêbados, traficantes, prostitutas e travestis. 
O filme todo é exagerado, bem-humorado, e é marcado por confusões e brigas, além de ter uma trilha sonora incrível que vai desde batidas eletrônicas a música clássica e uma linda apresentação de Alexandra.
Apesar do tom bem-humorado, o filme traz temas pertinentes, como a dificuldade da inserção na sociedade pelo preconceito de gênero, a prostituição como forma de sobrevivência, a utilização de drogas e todos os esteriótipos que vem com tudo isso. Mas acima de tudo "Tangerina" fala sobre amizade, onde uma pessoa está ao seu lado seja qual for a situação. 
Com tom documental vários diálogos parecem improvisados, especialmente os bate-boca. A busca de Sin-Dee Rella nada mais é que a busca da dignidade e do respeito que qualquer ser humano merece. O fato de serem travestis de verdade contou imensamente, pois a naturalidade das atuações casou com o roteiro. É uma troca que o diretor soube inteligentemente usar, ele deu cara, voz e protagonismo para quem sempre é negligenciado.

"Tangerina" é um filme delicioso com uma trama cativante e ágil, e mesmo que tudo seja exagerado a simplicidade e a delicadeza está presente. É uma obra importante e inovadora, tem bom humor, mas também crítica social, realmente muito bom ver protagonistas reais e que os cineastas pouco exploram. Vale dar uma conferida e ficar de olho em Sean Baker.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Mulher da Cor do Tango (Livro)

"Mulher da Cor do Tango" escrito por Alicia Dujovne Ortiz é um romance argentino inspirado numa ideia fascinante uma vez escrita por Julio Cortázar. Mirelle: uma prostituta amiga de Toulouse-Lautrec, e por ele retratada no quadro: "Au Salon de la Rue des Moulins", seria também a mesma Mireya cantada num tango de Carlos Gardel.
Alicia Dujovne Ortiz mergulha nesse universo e nos conta de maneira hipnotizante a trajetória dessa mulher encantadora e diferente das outras prostitutas, era a única que esperava os homens sem pôr espartilho e foi por tal espontaneidade e franqueza que arrebatou o pequeno Mr. Lautrec, que era seu conterrâneo, de Albi, a cidade vermelha. Os dois acabam tornando-se amantes e a relação confunde-se num amontoado de sentimentos. Mas em determinado momento Mirelle decide abandonar seu benfeitor pelas promessas de um argentino. Em Buenos Aires ela se torna a loira Mireya e numa extraordinária tangueira.

"No museu de Albi está um dos mais belos quadros de Toulouse-Lautrec, "Au Salon de la Rue des Moulins", pintado em 1894 no prostíbulo onde o artista passava longas temporadas. No primeiro plano está uma das prostitutas, sentada em um sofá vermelho, o rosto de perfil, com o olhar distante, talvez distraída ou à espera do próximo cliente, uma perna esticada, a outra recolhida. O cabelo louro avermelhado, o colo generoso, o corpo podendo ser adivinhado sob um vestido verde que mais parece uma camisola transparente, as meias de um verde quase negro, toda ela obedecendo aos cânones da época. O perfil é fino, cortante. Essa mulher se chamava Mirelle, e foi uma das boas amigas de Toulouse-Lautrec. Tão boa amiga que despertou ciúmes no pequeno mundo fechado do bordel..." (Monsieur Lautrec, de Julio Cortázar).

A narrativa é repleta de figuras de linguagem e poesia, principalmente no que se refere ao sexo e ao tango. É apaixonante a descrição de cada cena.
Mirelle ao contrário das outras prostitutas refulgia (termo utilizado no livro para orgasmo) com os homens, ela procurava por detalhes que a maravilhava e se focava neles até o ponto máximo. Seu olhar em relação a todos que a rodeia é minucioso e faz com que de fato consigamos construir os personagens na imaginação.
O sexo e o tango se entrelaçam, vários termos e signos são utilizados, a sensação do tango nos acomete, contemplamos a sua evolução, a riqueza de detalhes de uma cultura, e também a dessacralização de alguns mitos argentinos e franceses. As recriações são tomadas de uma ironia e sutileza primorosas.



A trajetória dessa prostituta é pitoresca e enveredamos por caminhos nem sempre tão aconchegantes. A mulher retratada passa por inúmeras situações e nos apaixonamos pela sua história. Uma aura misteriosa e sensual faz desse um exemplar curioso e estonteante, uma maravilha a ser descoberta e com certeza degustada!
O livro tem uma beleza única e criativa, todo o contexto biográfico envolvendo Lautrec e Carlos Gardel está muito bem inserido e a delicadeza permeia toda a obra. É um romance delicioso que flui entre a leveza e a potência do tango.

"Na vida não se trata de não se enganar, mas sim de acertar o engano preciso, porque o espelho da verdade está embaçado, é um espelho final onde o caminho acaba, enquanto o do erro nos reflete indo para alguma parte com um gesto vivo."

sábado, 5 de dezembro de 2015

Top 25 - Filmes Eróticos

Segue um apanhado de filmes quentes, provocantes e excitantes, são histórias que primam pelo clima sensual, alguns dramas envolvendo obsessão pelo sexo, outros mais delicados pendendo mais para o romance, e também descobertas, experiências e sadomasoquismo. 
O sexo ainda é tabu, quando o cinema o retrata de forma cru, com muito suor, línguas se enroscando e otras cositas más, muitas pessoas torcem o nariz, mas quando há aquelas cenas falsas e coreografadas todos batem palma, vide "Cinquenta Tons de Cinza", mas ainda bem que existe o cinema alternativo e diretores corajosos que incluem o sexo em seus filmes sem cair na pornografia. Confira alguns:

25- Minha Mãe (Ma Mère - 2009) de Christophe Honoré
Pierre (Louis Garrel), um adolescente de 17 anos, tem um amor cego pela mãe, mas ela não está disposta a assumir que o filho projeta dela. Recusando ser amada por aquilo que não é, ela decide quebrar o mistério e revelar a sua verdadeira natureza – a de uma mulher para quem a imoralidade se tornou um vício. Pierre pede para ser iniciado por ela e deixa-se levar até ao limite em jogos cada vez mais perigosos.

24- Ano Bissexto (Año Bisiesto - 2010) de Michael Rowe
Laura é uma jornalista solteira de 25 anos que vive em um pequeno apartamento na Cidade do México. Depois de uma série de casos amorosos, ela conhece Arturo. Na primeira vez que fazem amor, ela sente algo diferente e fica completamente dominada e envolvida. Eles iniciam então um romance de grande intensidade passional e sexual, em que prazer, dor e amor se misturam. Com o passar dos dias que ela cuidadosamente marca em seu calendário, os segredos de seu passado vem à tona, levando Arturo aos extremos.

23- 100 Escovadas Antes de Dormir (Melissa P. - 2006) de Luca Guadagnino
Melissa (Maria Valverde) é uma inocente garota siciliana, que tem apenas 16 anos. Ela se sente distante dos pais, já que seu pai vive viajando e sua mãe está concentrada apenas em seu próprio mundo, sem notar as mudanças pelas quais sua filha está passando ao se tornar uma mulher. Na escola Melissa passa o dia sonhando com Daniele (Primo Reggiani), um colega de classe por quem nutre uma paixão adolescente mas que a ignora solenemente. Até que, um dia, Daniele decide convidar Melissa para sair. Encantada, ela aceita de imediato. Seduzida, Melissa é iniciada no sexo e passa a participar dos jogos sádicos de Daniele e de seu amigo Arnaldo (Elio Germano). Desnorteada e sentindo-se humilhada pelo ocorrido, ela passa a se educar sobre o sexo e ter ousados encontros com vários homens.

22- Um Quarto em Roma (Habitación En Roma - 2010) de Julio Medem
As jovens Alba e Natasha se conhecem ao acaso em uma noite do verão de 2008 em Roma, onde passam doze horas juntas em um quarto de hotel. A princípio resistentes a qualquer tentativa de aproximação, temendo pôr em risco os relacionamentos reais que cultivam no exterior desse microcosmo, as duas acabam cedendo a seus instintos mais inesperados, numa entrega apaixonada e uma liberdade que nunca experimentaram. No entanto, na tarde do dia seguinte, as duas devem embarcar em aviões com destinos distintos: uma irá para a Espanha, a outra para a Rússia.

21-As Idades de Lulu (Las Edades de Lulú - 1990) de Bigas Luna
Lulu (Francesca Neri) é uma garota normal que tem sua vida mudada quando perde a virgindade com Pablo (Óscar Ladoire). Ela se apaixona por ele, os dois se casam depois de algum tempo, mas continuam experimentando fantasias sexuais, que incluem, até mesmo, caçar travestis pelas ruas. Eles ficam amigos, inclusive, de um travesti. Nos primeiros anos, o casamento significava para eles uma maior liberdade para usar e abusar de suas fantasias e de seus desejos eróticos.

20- Deite Comigo (Lie With Me - 2005) de Clément Virgo
Leila (Lauren Lee Smith) é uma jovem que adora sexo, se relacionando com os homens através de encontros casuais e sempre de forma breve. Uma noite, em uma festa lotada, ela encontra-se com David (Eric Balfour). Mais tarde Leila e um homem transam atrás da casa, com David e sua namorada observando sua performance de longe. David também transa com a namorada, sendo que seu olhar e o de Leila se cruzam enquanto ambos estão fazendo sexo com outra pessoa. Pouco depois David e Leila começam a namorar e, em seu relacionamento, eles começam a ter necessidades e desejos que vão além do lado físico.

20- Para Poucos (Happy Few - 2010) de Antony Cordier
Rachel (Marina Foïs) é funcionária de uma loja de joias. Quando conhece Vincent (Nicolas Duvauchelle) fica encantada e decide organizar um jantar de casais. Rachel e seu marido Franck (Roschdy Zem) acabam se envolvendo com Vincent e sua esposa, Teri (Élodie Bouchez). Loucos de paixão, eles passam a viver uma relação a quatro, fazendo todas as rotinas de casal, dormindo juntos e apostando nesse romance. Sem regras e sem mentiras, tudo caminha bem, mas não por muito tempo. Quando a confusão começa a tomar conta desse namoro moderninho, eles vão fazer de tudo para voltar à normalidade.

19- Ken Park (2002) de Edward Lachman e Larry Clark
A rotina de quatro adolescentes da cidade de Visalia, Califórnia. Shawn (James Bullard) é um skatista que transa com a namorada e com a mãe de sua namorada. Tate (James Ransone) gosta de se masturbar várias vezes seguidas e tem um cachorro de três pernas. Ele é criado pelos avós, que não respeitam a sua privacidade, o deixando furioso. Claude (Stephen Jasso) é agredido seguidamente pelo seu violento pai, um alcoólatra que o acusa de homossexualidade, e é consolado pela sua apática mãe grávida. Peaches (Tiffany Limos) anseia por liberdade, mas tem de cuidar de seu religioso pai, um cristão fundamentalista, que a espanca após vê-la transando. Embora conversem o tempo todo, cada um dos personagens não sabe dos problemas enfrentados pelos outros.

18- Clip (Klip - 2012) de Maja Miloš
Jasna é uma bela garota adolescente que leva a vida dura da geração do pós-guerra da Sérvia. Com o pai que tem uma doença terminal e uma mãe depressiva, ela está desiludida, tendo raiva de tudo e de todos, inclusive de si mesma. Apaixonando-se por um garoto da escola, ela mergulha num mundo de sexo e drogas, filmando tudo constantemente com seu telefone celular. Ainda assim, neste ambiente pesado, o amor e a ternura emergem.

17- Secretária (Secretary - 2002) de Steven Shainberg


Após passar algum tempo em um sanatório, Lee Holloway (Maggie Gyllenhaal) volta para a casa de seus pais pronta para recomeçar sua vida. Ela então faz um curso de secretária e tenta um emprego com E. Edward Grey (James Spader), que tem um escritório de advocacia. Apesar dela nunca antes ter trabalhado Lee é contratada por Grey, que não dá importância para sua falta de experiência. Inicialmente o trabalho parece bem normal e entediante, pois só digita, arquiva e faz café e Lee se esforça para agradar seu chefe e sua mãe, Joan (Lesley Ann Warren). Lentamente Lee e Grey embarcam em uma relação mais pessoal atrás de portas e cruzam linhas de conduta da sexualidade humana, um caso de amor no qual os papéis de dominação e total submissão ambos desempenham perfeitamente.

16- Diário Proibido (Diario de una Ninfómana - 2008) de Christian Molina
Valére (Belén Fabra) é uma jovem empresária de sucesso, que tem uma intensa vida sexual. Ela possui um diário, onde costuma escrever suas confissões mais íntimas. Decidida a não seguir qualquer convenção moral, ela passa a trabalhar como prostituta de luxo por mera curiosidade. Desta forma ela conhece um universo oculto, tendo acesso ao lado obscuro do sexo e das relações íntimas.

15- Lúcia e o Sexo (Lucía y el Sexo - 2001) de Julio Medem
Após o sumiço de seu noivo, o escritor Lorenzo (Tristán Ulloa), a bela e independente Lúcia (Paz Vega) decide ir até uma ilha do Mediterrâneo onde seu namorado nunca a quis levar, apesar de seus insistentes pedidos. Lá ela encontra detalhes sobre antigos relacionamentos dele, como se fossem passagens ocultas de seu passado que o autor, com sua ausência, agora a permitisse ler.

14- Lolita (1997) de Adrian Lyne
Em 1947, um professor de meia-idade (Jeremy Irons) de origem inglesa vai lecionar literatura francesa em uma pequena cidade da Nova Inglaterra e aluga um quarto na casa de uma viúva (Melanie Griffith), mas só realmente decide ficar quando vê a filha (Dominique Swain) dela, uma adolescente de 14 anos por quem fica totalmente atraído. Apesar de não suportar a mãe da jovem se casa com ela, apenas para ficar mais próximo do objeto de sua paixão, pois a atração que ele sente pela enteada é algo devastador. A jovem, por sua vez, mostra ser bastante madura para a sua idade. Enquanto ela está em um acampamento de férias, sua mãe morre atropelada. Sem empecilhos, seu padrasto viaja com sua enteada e diz a todos que é sua filha, mas na privacidade ela se comporta como amante. Porém, ela tem outros planos, que irão gerar trágicos fatos.

13- Um Copo de Cólera (1999) de Aluisio Abranches
Nos arredores de São Paulo, um ex-ativista (Alexandre Borges) constrói em uma chácara um mundo à parte. Após uma noite de amor intenso com uma jornalista politizada (Julia Lemmertz), todo o clima desaparece quando ele tem um ataque de cólera quando nota que as saúvas fizeram um rombo na sua cerca viva. Este fato, que normalmente não teria maiores conseqüências, gera inúmeras acusações por ambas as partes.

12- Betty Blue (37°2 le Matin - 1986) de Jean-Jacques Beineix
Zorg é um faz-tudo que cuida de vários bangalôs de praia na França. Ele vive uma vida tranquila, trabalhando seriamente e escrevendo no seu tempo livre. Um dia, Betty aparece em sua vida, uma jovem tão linda quanto selvagem e imprevisível. Inesperadamente, o jeito irreverente de Betty começa a fugir do controle. Zorg percebe que a mulher que ama está lentamente ficando louca. Quando o relacionamento dos dois se torna um caos, será que o amor pode prevalecer?

11- O Voyeur (L'Uomo Che Guarda - 1994) de Tinto Brass
Numa faculdade em Roma, o professor Dodo sofre uma profunda depressão desde que foi deixado por sua bela mulher - que o trocou por outro homem. Ele a quer de volta e tem sonhos eróticos constantes com a ex. Mas várias coisas acontecem para que ele a esqueça. Primeiro, ele é seduzido por uma aluna que lhe pediu carona. Depois, visitando o pai, conhece a sensual enfermeira que dá atenção a muitas outras coisas além da perna quebrada do velho.

10- Q (2011) de Laurent Bouhnik
Em um contexto social deteriorado por uma crise econômica que envolve todo o país, a vida de várias pessoas virará de cabeça para baixo depois de conhecer Cecile, uma personagem que simboliza o desejo.

09- Amor sem Pecado (Adore - 2013) de Anne Fontaine
O filme conta a história de duas amigas de longa data que se apaixonam pelos filhos adolescentes uma da outra. A trama é baseada no livro homônimo da ganhadora do Nobel, a australiana Doris Lessing, e foi adaptada ao cinema por Christopher Hampton - que ganhou um Oscar pelo roteiro de Ligações Perigosas, em 1989.

08- Jovem e Bela (Jeune et Jolie - 2013) de François Ozon
Durante uma viagem de verão com a família, a jovem Isabelle (Marine Vacth) vive a sua primeira experiência sexual. Ao voltar para casa, ela divide o seu tempo entre a escola e o novo trabalho, como prostituta de luxo. A adolescente explora a sua sexualidade e logo começa a ganhar dinheiro com os seus clientes, mas um incidente irá fazer com que a sua mãe, Sylvie (Géraldine Pailhas), descubra as suas atividades secretas. Ao longo das quatro estações do ano, Isabelle irá viver diversas experiências, passando por altos e baixos.

07- Ninfomaníaca (Nymphomaniac - 2013) de Lars Von Trier
Bastante machucada e largada em um beco, Joe (Charlotte Gainsbourg) é encontrada por um homem mais velho, Seligman (Stellan Skarsgard), que lhe oferece ajuda. Ele a leva para sua casa, onde possa descansar e se recuperar. Ao despertar, Joe começa a contar detalhes de sua vida para Seligman. Assumindo ser uma ninfomaníaca e que não é, de forma alguma, uma pessoa boa, ela narra algumas das aventuras sexuais que vivenciou para justificar o porquê de sua auto avaliação.

06- Cega Obsessão (Môjuu - 1969) de Yasuzo Masumura
Um escultor cego obcecado por uma modelo, a aprisiona em seu ateliê. Acreditando ter criado uma nova forma de arte tátil, ele e a modelo se envolvem numa alucinada e sadomasoquista relação, entre o erotismo, arte e a morte. Baseado num conto de Edogawa Rampo, pai dos romances policiais nipônicos dos anos de 1920 a 1960.

05- Shame (2011) de Steve McQueen
Na trama, que se dedicará a explorar as necessidades humanas e como as pessoas reagem às experiências que as moldam, Fassbender viverá Brandon, um novaiorquino de 30 anos que não consegue controlar sua vida sexual. Não bastasse os efeitos do seu vício em sexo, Brandon terá que se entender com as cobranças diárias de seu chefe, David (James Dale), e, nesse meio tempo, amadurecer a relação com a sua irmã, Sissy (Mulligan).

04- Shortbus (2006) de John Cameron Mitchell
Sofia (Sook-Yin Lee) é uma terapeuta de casais que nunca teve um orgasmo. Entre seus pacientes estão James (Paul Dawson) e Jamie (PH DeBoy), que mantém uma relação que começa a dar passos maiores. Há ainda Severin (Lindsay Beamish), uma dominatrix que mantém sua vida em segredo e não se abre para as pessoas. Eles se encontram regularmente no Shortbus, um clube underground onde arte, música, política e sexo se misturam.

03- Azul é a Cor Mais Quente (La Vie d'Adèle - 2013) de Abdellatif Kechiche
Adèle (Adèle Exarchopoulos) é uma estudante do colegial, que começa a se relacionar com o jovem Thomas, mas não se sente completa ao lado dele. Ela então descobre, no azul dos cabelos de Emma (Léa Seydoux), sua primeira paixão por outra mulher.

02- Destricted - 7 Vezes Erotismo (Destricted - 2006) de Gaspar Noé, Larry Clark, Marco Brambilla, Marina Abramovic, Matthew Barney, Richard H. Prince e Sam Taylor-Johnson
Destricted é o primeiro projeto do seu estilo, trazendo uma copilação de sexo e arte em uma série de curtas criados pelos artistas e diretores mais visuais e provocantes. O filme é composto por: Balkan Erotic Epic (Marina Abramovic), Hoist (Matthew Barney), Sync (Marco Brambilla), Impaled (Larry Clark), We Fuck Alone (Garpar Noé), House Call (Richard Prince) e Death Valley (Sam Taylor-Wood).

01- Love (2015) de Gaspar Noé
Murphy (Karl Glusman) está frustrado com a vida que leva, ao lado da mulher (Klara Kristin) e do filho. Um dia, ele recebe um telefonema da mãe de sua ex-namorada, Electra (Aomi Muyock), perguntando se ele sabe onde ela está, já que está desaparecida há meses. Mesmo sem a encontrar há anos, a ligação desencadeia uma forte onda saudosista em Murphy, que começa a relembrar fatos marcantes do relacionamento que tiveram.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Son of Mine (Gluckauf)

“Gluckauf” (2015) dirigido por Remy van Heugten é um filme holandês intenso marcado pela dura relação entre pai e filho.
Em Limburg, área onde havia uma próspera indústria de mineração, Lei (Bart Slegers) está desempregado e vive de pequenas maracutaias, divorciado da mulher ele busca o filho Jeffrey (Vincent van der Valk) para viver consigo. Sua vida desregrada afeta a personalidade do garoto que cresce em meio a pobreza e violência. Lei o ensina a caçar e conforme se desenvolve sua índole se torna cada vez mais agressiva. O amor entre eles é sufocante, são bandidos modernos e lutam para sobreviver na província de Limburg, no sul holandês empobrecido e negligenciado. Jeffrey trafica drogas e namora Nicole (Joy Verberk), enquanto seu pai vende coisas roubadas e de segunda mão. Lei está endividado com Vester (Johan Leysen), um criminoso impiedoso e, Jeffrey como um bom filho decide quitar essa dívida, mas para isso acontecer acaba se submetendo a situações degradantes. Vester vê futuro em Jeffrey e lhe confere serviços que o fará ascender na organização. Seu pai ao ver que seu filho se sobressaiu entra em conflito consigo mesmo, um misto de inveja e preocupação o invade.
“Gluckauf” é uma expressão dos mineiros alemães, que quer dizer boa sorte ao tentar achar alguma recompensa, e também algo como voltar em segurança pra cima. Os personagens são antipáticos, mas torcemos por eles, é desolador observar o quão longe as pessoas estão dispostas a ir para tentar sobreviver. Lei não é mau, seu desespero e angústia vai aumentando conforme os acontecimentos. Ele ao mesmo tempo que protege Jeffrey o inveja, se preocupa, mas também se sente desmerecido. Bart Slegers como Lei está impecável, uma atuação densa, impossível não se emocionar, suas expressões são dilacerantes. A imagem do poster exemplifica bem. Vincent van der Valk como Jeffrey também está ótimo, apesar de demonstrar pouco suas emoções, o filme mantém seu ritmo e prima pela dramaticidade envolvendo essa complicada relação.
A decadência dos personagens em razão do desemprego e a fé que depositam na criminalidade fere quem assiste essa obra. O filme exibe contrastes, a natureza verdejante e a brutal e cinza realidade, o amor de pai e filho e a feiura da pobreza e o abandono do local. Uma curiosidade é que o idioma falado é o limburguês, um dialeto falado na província.

Um ponto a se acrescentar é que as minas foram fechadas pelo governo por ser um trabalho considerado desumano, só que a situação das pessoas se tornaram tão graves quanto, ou elas iam embora ou ficavam a mercê do nada. Lei e Jeffrey são pessoas comuns que diante a falta de oportunidade se enveredaram pelo crime. O desfecho é uma porrada na cara e entristece, o sentimento de humanidade floresce e queremos um final pelo menos esperançoso, mas infelizmente não vêm. Nicole, a namorada de Jeffrey também sofre as consequências e Lei de alguma forma tenta expiar suas culpas, as sequências finais dilaceram, observamos o fundo buraco que o personagem cavou para si.
"Gluckauf" é um filme denso e que emociona, também conta com uma bela trilha sonora, "Mine Again" de Douwe Bob é lindíssima. É um filme inesquecível, o olhar de Lei penetra a alma e fica difícil não derramar algumas lágrimas.
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